terça-feira, 6 de abril de 2010

Temos o direito de amar?


Hoje me peguei pensando se realmente temos o direito de amar alguém, e me transportei para o dia que fui ao cinema ver o filme "A single man" do Tom Ford, que no Brasil teve a tradução para "Direito de amar". O filme começa mostrando uma cena em que o Colin Firth recebe a notícia de que seu grande amor havia morrido em um acidente de carro e que a família não permitia que ele comparecesse ao velório. Ai vem a pergunta que não quer calar. Temos ou não o direito de amar alguém de uma forma verdadeira e sem preconceitos? Por que será que o amor incomoda tanto as pessoas?

O filme tenta e consegue responder a essas e muitas outras perguntas, ele nos faz acreditar que nada e nem niguém pode retirar de alguém esse sentimento. A atuação do Colin foi capaz de aquecer a alma, me confortar de uma forma que só nas Pontes de Madison tinha sentido. Nos meus 35 anos de vida, tive a oportunidade de experimentar algumas formas de ver a vida à dois como uma experiência única, onde a entrega total faz um bem que não tem tradução, que a energia gasta na construção de um relacionamento é gratificante. Ninguém nunca será completo sem se entregar a esse sentimento, sem experimentar sua força, sua cor, seu cheiro, sua música. Alías música essa que é tão forte, que a cada acorde suas células rejuvenescem, sua pele se renova e seu contato com Deus é imediato. Isso me fez lembrar um trecho de uma música que fala assim: "Ninguém vive sem amor..."

Não só temos o direito como o dever de amar, de ser feliz e de fazer alguém feliz. Já nascemos com essa força, com essa habilidade e só precisamos deixar que ela nos guie por um caminho que com certeza e experiência tem uma luz incrivel esperando por nós.
Ame, ame e ame.

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